quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fornicação



Puta que pariu!
Pois é, foi assim que da boca de João Vitor saiu a palavra maldita. Ele estava indignado. Também pudera, Ana Bela, que já não era uma donzela o havia feito (repare só, coisa que ele não queria?) entrar nisso.
Ele um funcionário padrão, amigo, solidário, inibido sim, mas com um grande coração. Via-se em meio a buchichos, numa confusão.
Os dois ali  perante a toda confusão aguardavam a decisão.
Ana Bela dizia assim: - Como? Se não fiz nada? Não sou culpada, exclamava a menina desgarrada.
Ao lado João Vitor cabisbaixo, tentando compreender os fatos.

Explicando o causo:
A confusão se deu quando o jovem moçolho não se conteve em ver em Ana Bela seus apelos.
Ela uma jovem formosa enxia os olhos do menino que ficava a espreita por um sorriso.
Pois bem, se entregaram e diante os relatos os jovens foram revelados e impacientes aguardavam a decisão em torno de otários com pedras na mão.
Merda! Insistia em blasfemar o menino. Por que não resisti aos encantos?
Até na delegacia pararam pela aventura de se entregarem aos prazeres da carne. Fora um assalto para quem quiser saber. Levaram tudo ou quase, pois o desejo latente permaneceu intacto.
Malditos! Era o que se ouvia falar.
Canalhas! Nos corredores diziam sem parar.
Ingratidão foi o que João Vitor via nos rostos ao menear a cabeça em resposta de um olá todos os dias àquele grupo cheio de sangue no olhar.
Também como não saberiam, se foi a policia quem avisou minha tia? Choramingava João Vitor com o espirito em atrito.
A menina se mantinha vazia, sem expressão no olhar. Até parecia que isso já era corriqueiro em sua vida.
Resolve falar Ana a  belinha. E agora João Vitor o que vamos fazer? Não gosto dessa multidão me vigiando. Ele por ser um jovem com caras de bom moço não sabia o que responder, pois foi a primeira vez que era exposto. Sua vida intima virara uma novela, sua imagem quem diria estava mais suja que uma latrina.
Porque fui me deixar cair pelo encanto de Ana Belinha? Perguntava se o menino.
Parados e atados, ele olha a menina que mal dizia e como numa viagem deixou-se recordar na véspera o ocorrido.
Lembrou-se da noite de balburdia, onde o quarto se negou ficar às escuras e a cama ou quatro cantos (quarto motel) não tiveram descanso... Foi ai que o jovem toma uma decisão.
João Vitor sorri ao olhar a multidão e sua falação e com um gesto na mão fez uma sinalização de rebelião.
Horrorizada a plateia vê o moço pegar a mão de sua bela e sair sem a menor preocupação.


“Carne, desejo. Beijo, apego. Invadir-te entre suas pernas abertas,  meu sossego.”



Sandra Freitas

São Paulo, 22 de Novembro de 2012.




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