terça-feira, 27 de novembro de 2012

Veridico





Sonho meu, 
   sonho meu,
vai buscar quem mora longe,

sonho meu...”

Lá estava ele, aquele homenzarrão, no tanque limpando seus instrumentos de ficção
Despertou-me  entoando uma canção, lancei mão dos afazeres do lar.
Parei e fiquei observando...
Dono uma voz arrebatadora de tão grossa, tipo um brucutu, me fez desejar com ânsia, embriagada com a saudade de algo que não era uma lembrança minha; que a moça a quem ele estava a prantear ao invés daquela, essa desejada criatura, bem que poderia ser eu.
Ele relembrando um grande amor. Dor, me arrepiou.



Sandra Frietha
São Paulo, 27 de Novembro de 2012.


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