segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



Poesia em três atos  em Prosa eu Conto


I
Querido Venceslau
Foi assim  a jovem Mariana menina de tranças, olhos castanhos em sua juventude estava em seu quarto,    já passados de um quarto do dia sobre a escrivaninha com papel em mão e tinta enchia de lamurias uma cartinha.

 Você não sabe, mas vou te contar o que sucedeu ante o meu desaparecimento por essas noites.
Meus pais como você sabe, Dª Carminha e o Sr. Nerias proibiram-me de ver-te.
Tentei,  juro!  Com todas as minhas forças os convence-los de me deixar ir vê-lo, pelo menos por educação, já que isso eles me deram. Precisava me explicar, que não seria possível dar continuidade a nosso enredo, mas não teve jeito. O portão trancafiaram, a porta da sala jogaram no telhado e do meu quarto a porta meu pai se fez vigia para impedir minha saída.
Como vês não quis menosprezar-te, anseei muito em ir ter contigo, mas minha única saída e que chegue essa carta em suas mãos e que entenda minhas desculpas.

II.
Mariana - Floriana como demoras-te para aparecer! Onde estava sua tonta? Precisas me socorrer.
Corre! Vá até a mercearia e sem falar com qualquer que seja entregue essa carta a Venceslau.
Floriana - Senhorinha isso num posso fazê!
Mariana - Como não sua desavergonhada? Esqueceste dos presentes que te dei em momentos que não esperava? Como ousa numa hora em que mais preciso, onde meu pai na porta me faz vigília?
Vá depressa e só volte aqui com uma resposta!

Floriana – Vô vê o que consigo fazê. Sua mãe a dona Carminha me passou um monte de afazeres e pra ir pra rua não me disse nada.
Mariana - Não entende que a livre aqui agora é você? Me ajude por favor.  Vá logo e só me volte com o papel em mão de Venceslau,  preciso de uma resposta.

III.
Dona Carminha na cozinha cozinha. O cheiro fazia entorpecer os sentidos.
Floriana – Sinhá, preciso lhe dizer, minha barriga esta com dores fortíssimas, posso ir até a botica para ver se há algum unguento que a alivie?
Dª Carminha – Deixa disso menina e coloque essa barriga em frente a pia que há muita panela encardida!
Floriana – Dói muito senhora, juro vô num pé e volto logo ( com olhos de pedinte num velório).
Dª Carminha – Vá logo então e não demore e coloque a medicação na conta do patrão.
Floriana – Agradecida senhora Carminha.
A carta de Mariana esta dentro de um saco amarrada na saia larga de chita. A botica ficava próximo a pracinha em frente á prefeitura ao lado da casa de chá no final da rua.
Venceslau um jovem rapaz, alemão de nascitura vendo ali aquela criatura se assusta.
Venceslau – O que queres Floriana? O que fazes aqui?
Floriana – Vim lhe trazer uma carta da senhorinha e ela me disse que me mata se voltar sem resposta.
Ele olha sorrateiro e com medo do que pode estar escrito.
Venceslau – Me dá logo essa maldita!
 A menina pega no saco a carta e a dá.
Venceslau passa o olho pelas palavras escritas e começa a ler o que ali esta contido.
Com um sorriso no rosto depressa pega um papel e tinta e dai passa a responder. Entregou o papel com as respostas para Floriana e diz:
Venceslau – Só a entregue a Mariana.
Floriana – Sim, senhor.
Floriana corre em disparada, pois ainda tinha que passar pela botica. Ah, mentira!
Ao retornar á casa a menina sobe a galopes a escada e na porta o Sr. Nérias adormecia. Mariana ao vê-la sobe na cama, pois em sua mão agora estava a resposta que tanto queria.
Ao abrir o papel mal dobrado fez uma cena.
Venceslau há mais de um mês a aguardava e agora só tinha olhos pra outra, que pena.



Sandra Freitas
São Paulo, 17 de Dezembro de 2012.










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