quinta-feira, 26 de junho de 2014

Resguardo na Madrugada





O peso  parecia pressionar  as costas. O mundo num músculo, juro.  Débil debilitação não fosse a conduta, pois enquanto força, ela escraviza a nuca.
-Não! Já disse que não! Não olharei para trás. Fiz juras sobre a lágrima que passado o tempo petrificou. Notei os respingos em gelo. Prometi a mim; - Não teria o mesmo fim!
Sempre haverá uma ou tantas outras portas
A luz piscava,  azul florescente como a de um bordel cheia de efeitos, a seta apontava:  “Saída”.
Devo parir
Parir,
Novos roteiros desconexos, que na dialética num raciocínio perfeito é tido como sem jeito.
Parir,
Uma nova forma de busca de mim, ciente que a dúvida persistirá até o fim.
Parir por prazer em parir, novos conceitos, que do velho emaranhou-se em mofas teias
Parir...
E do que era oco, sem osso, delirar com a placenta visionária, agora  ensanguentada
Enfim, manca, muda. Devorada pelo verbo alivio (...) parir.
Pari, vejam!
Rasgada foi a carne,  que vezes arremete a fera, doida esfera. Outras, muitas vezes,  entope a veia lasciva implodindo o cérebro.












Um comentário:

  1. Comentário postado site Recanto das Letras

    26/06/2014 02:44 - JR Gilmour
    Poesias do além. Adorei.

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