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terça-feira, 23 de junho de 2026

 

O dia mal começa e como num torpedo, anuncia a maldita ressaca. Pensei que me desintegraria, ah! Essa claridade que vem confundir minhas vistas. Como gatuno quer me cegar. Olho em volta ao alto. Há uma promessa a céu aberto. 

Com um sorriso no canto da boca, faço força para o que me é lembrança, venha desanuviar o estado lastimável que me encontro indo trabalhar.

Estou próxima a esquina da rua onde moro. procuro refúgio do sol, que penetrando minha pele, tenho a sensação de que vou evaporar. Dizem que no período matutino, nos igualamos aos anjos. Pensamentos claros, límpidos. Tenho minhas ressalvas, diante a ressaca de uma noite alucinatrix. 

O sol esta de rachar, o ramo imobiliário tem seu ápice, "melhor concreto a florestas". E, eu aqui, largada diante essa caldeira. Estou num pesadelo, só pode ser. Ainda não acordei. Nessa angustia da transição da noite para o dia, lembro de um belo jogador a quem me deparei. Diz-se valente, quem não tem medo de se arriscar. 

A conquista do mundo é destinada para quem não sabe administrar. Essa frase fez sentindo ao verem homens duelar. Por hora permaneço no ponto, aguardando o ônibus.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

podemos fazer uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos

podemos fazer uma festa sem dinheiro, mas não sem amigos: Amigo é feito divã. Aquele profissional academicamente não gabaritado, que mesmo a distância, nos dá uma direção.
Seja para falar de amor, do completo fim do tal, politica, banalidades afins, não importa; quem tem sabe - a ausência de um amigo faz falta.







sábado, 3 de setembro de 2016







O mundo tá bagunçado. 
Vivas para o homem, que de bem, se esforça em não entrar na ciranda ultrapassada, 
Sendo a máxima verdadeira: "ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão", do jeito que as coisas andam, quem gritará: pega ladrão!


                                                                                                       Sandra Frietha

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sinônimo de Amor






Partirei do início. Particularmente,  já não havia uma legião de questionamentos. Ao menos em nós não.
Estávamos diante dois anjos, de instintos alterados ao que o acaso exaustivamente vinha dando “banana!” à exacerbada gana. Pois é, chegara aquele momento, onde a grandeza da existência,  que camuflada em frivolidade, nos  traz um antidoto [  ] e transfigura em flor.
Se temporário à nossos males? Não importava.  Em trégua, aceitamos em estado  hilariante, clamando sob ecos Cazuza  versos embriagados; “mais uma dose, é claro que eu estou a fim”  mais e mais (…).
Aliviada, suspirei. Descruzei os braços,  sinalizando o ato propício a um desarme. Nesse instante “entreguei o alvo e a artilharia”. Não que estar só, revirar na cama,  fazer o que se quer  (sozinha) enfado causasse. De modo algum, ao menos pra mim.  Mas ele chegou, “tive medo… não sou perfeita … eu não esqueço”.
Das coisas de criança, o homem adulto,  traz uma lembrança – brincar –  e brincar é bom com quem se quer beijar.
Chega uma hora que cansados ficamos de tanto eu. Ao molde papel parede, blasé, fazemos caras e bocas parecendo indiferentes a coisa toda, mas só parecemos.
Dai o crash (!).  Algo  em nós sai do estado habitual. Inflama a esperança.  E nessa conturbada correria nossa de cada dia, notamos a diferença no quadro de metas que só estressa. Somos tomados pelo novo. Onde não há esforço.  Ser simplesmente eu e ele(a), sem perder a essência  do “eu” em detrimento ao outro. E o “nós”  toma forma de conjugação perfeita.
Dai, a pessoa chega e  fica difícil  dizer não.
– Você vai ficar?
Inquirimos somente para que conste nos autos.
– Tá! Fica ai.
Sorrimos de bobeira.
Ser fisgados, urge a ânsia, pois necessitamos. Sei lá!  Se amor esta  quando damos de cara com  aquela  companhia  que nos  acalma –  o cúpido me flechou.
 “Quem um dia irá dizer que existe razão,

nas coisas feitas pelo coração?

E quem irá dizer que não existe razão?