quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Espelho - Tara minha, diária e continua.




Sob o reflexo, não vejo os traços mal riscados se formando sob a tênue de minha face,  ou num daqueles encontros ardente, aprecio  sem rubor o contorno da sacana, delirante posição, imagem essa nunca vista entre as mais belas e dignas telas, ocultas em reservados internos.
Enxergo a imagem escarrando em minha mal traçada cara as noites mal dormidas em pretextos de vigílias nos botecos, bares, em bebedeiras convulsivas  (se já não entendo o sentido da vida, muito menos aqueles que não praticam a tal lida)
Do semblante no espelho vejo revelar um ser em construção que embora formado vive a perfeita intervenção
Intervenção divina,
Da família,
Do caos da cidade
De expectativas
Da vida
Intervenção minha

Questionamentos internos,  que por  certo,  prevalecerão, sobre a busca ininterrupta do mais forte e belo





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