quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Here's Where The Story Ends










- Deixa de besteira! 
Soou um tanto tosco, mas ela não esperava revê-lo tão cedo.
- Entra logo!
Duas semanas se passaram e ela se amargurava de estar em casa naquela hora.

O dia estava nublado. Claro que o clima entre eles não era diferente. O copo de limonada trepidava, confirmando o quão nervosa  ela estava.
- Vem! Só encostar a porta. Desculpe a bagunça. Morar sozinha sabe como é? E ainda com toda minha organização (saiu um sorriso sem jeito. Melhor  seria ter mantido a primeira expressão ). 
- Deixa eu tirar essas tralhas do sofá pra você poder sentar. 
O sentimento disperso a caminho da sala,  trazia o disfarce  sobre qual  assunto iriam que tratar. 
O quarto, em esquadro, antes vivências de desejo.  Jan recordou assim que passaram por ele.
O que você disse? Perguntou a ela. Os olhares são fisgados.
- deixa pra lá!
Sentaram. No sofá, ele disfarçou a intenção, não resistindo, pega em sua na mão,  em seguida seu queixo  e recomeça o que para ela era pura blasfêmia:
- eu juro! não foi nada daquilo! Acredite em mim. Eu juro!
Ela de apática e impaciente desprende-se dele  exalando ódio em desespero.
- Pare com isso! 
Estava certa, se aceitasse aquela situação,  um circulo vicioso de mentiras entornaria o resto de mágoa do que parecia uma pacifica trégua de uma história inacabada.
- Vai embora! Pra quê continuar?  Pra mim a palavra é uma só! Sim. Sim. Não. Não. E aponta a porta.
 (Em berros) - Sai! Sai daqui! 
Submisso, já que não havia saída. Um sem juízo. Jogador por natureza, latejando em desejos, vendo-se desarmado e sem argumentos,   forçado  em  desviar  o olhar dela, cabisbaixo, deixa a sala.
O silêncio faz senhor do momento.
- Droga!  O que ele pensa que eu sou, querendo que eu engula uma história dessas? Ele trepou com ela e me diz que não. Como não? Saio do elevador e tem uma garota deixando seu apartamento. Até ai a mentira não seria surpresa.  Passaria desapercebido. Diria que era  excesso de imaginação. De uma  pobre mente  enciumada, a beira da decomposição. Mas  eu ir ao banheiro e achar uma calcinha , e ainda vem me dizer que, não!
Sentada, questionava o nada.

-  Merda! Merda! Merda! Mil vezes merda! Pô Jan, que droga! Você tinha que mentir assim pra mim? 
(fechando o armarinho do banheiro) - Saudade enorme eu tõ dessa sua boca... 
(olhando no espelho) - Não! Corpo infeliz, cale a boca! 



Fim.

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