segunda-feira, 9 de março de 2015

Não esperem muito, pois o pouco que me resta, aqui, faço festa.








Não sou uma pessoa boa. Definitivamente, não o sou! Hoje mesmo fui posta diante ao que suposto fora dito, degradante.
O episódio foi mais ou menos assim:  hoje bem cedo, a caminho do trabalho,  como de hábito, subia a escadaria formato caracol, parte integrante ao acesso a estação de trem do Itaim. De repente, esbarro com força numa mulher (não foi intencional, claro! Que eu me lembre). Mas fato é,  que a passos lentos , ela insistia em dificultar minha passagem.  Caramba, não sou diferente... tinha minhas urgências ( ! ) Fiz que não era  comigo quando percebi que ela me olhava feio.  Em direção a bilheteria segui.
Há demônios  que me rodeiam... Às vezes, penso que uma legião. Acordei com uma ressaca louca.  Antes fosse de cachaça. Ao menos amenizaria o mal estar, e essa vontade absurda de sumir.  Floreio com palavras doces  o que me incomoda. Deixa pra lá!  Também como seria diferente? Após um breve período em casa,  devo retornar  ao fatídico destino.
A mesa, ingerindo o café que acabara de preparar,  insights do desejo lascivo da noite passada, sobrepõem o seu perfume. Luxuria oscilada em vadiagem pura. Não houve ingestão de álcool. Por ironia, menos ainda de um falo.  Demasiada alterada,  e até a farra solitária dispensou o tato.  Outro dia, e as buzinas berram  a sinfonia do absurdo em meu ouvido.  Amanheço dentro de um caldeirão. A temperatura por esses dias tem  ultrapassado os 37 graus. No burburinho do mundo, o homem segue em campo minado a projeção de tantos outros lunáticos. Fartos. Dias inúteis. Sempre achei,  esses,  entre feriados.  Há espaço dentro do vagão.  A maioria dos que compõem a multidão, tidos usuários, estão em casa. Partimos do Tatuapé, e dentro de  alguns minutos chego ao execrado destino.  Quem sabe mude, de ideia. Muito e toda. Mas enquanto envolvida por lapsos em divagação, sigo suja, implorando a sorte, que termine o dia (antes que aperte o gatilho) e tudo se torne paz.










•        Dez/2014. Texto digitado no celular.  Safira - Linha12










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