quinta-feira, 7 de maio de 2015

Beber








Beber aos mortos
Um gole
Ingerir lentamente o antidoto que me faça vibrar
E  suponha suportar
Beber
Beber na afronta do olhar distante
Ao sorriso que se retrai
Beber
A anomalia do ego em chamas
Infeliz verme que em nossas veias impregna e clama
Beber
Sozinha
Ou com alguma companhia
E o desfecho
Sabe lá, o amanhã
Não acordando  ressacado

Dirá.








Nenhum comentário:

Postar um comentário