sábado, 22 de dezembro de 2012



Sempre e em PLENO lo

Ele sorriu pra mim.
Sim, era isso o que acontecia.
Já era tarde para que como louca me esquivasse desse olhar, mandando o se ausentar.
Como coisa do destino, ele ali permanecia a sorrir.
Aquele corpo e seu jeito de falar, nessa hora difícil é pensar, pois o que ele fazia me deixava aflita, até então não tinha visto alguém assim sorrir.

Mesmo naquele instante do seu semblante a expressão de bom moço era o que eu via enquanto pra mim sorria.
Os sinais no ar exalam um outro odor e o desejo dessa boa companha florescia.
Debaixo, nesse ato, numa posição esquisita , o gemido alheio aumentava meu desejo.

O corpo reagia a contrações de vai e vem.
Labuta desconcertante, uma gota de suor invadiu minha garganta e tantas outras mais escorria em meu seio.
Entre minhas pernas sentindo sua grandeza , da caixinha cobiçada e molhada , ele  dizia  que  eu o levava ao desespero.
Nessa luta onde ambos renunciavam o fim, o cataclisma  anuncia: “Estou Aqui!” percorrendo minha veia fazendo menção da explosão que houve dentro de  mim e de que também rompi a barreira desse  ato libertino, onde corpos  nus saciados agora descansavam  num estrado a sorrir.



Sandra Frietha
São Paulo, 22 de Dezembro de 2012.


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