domingo, 14 de setembro de 2014

Alice






                                            ...


Chegou ofegante. Estranhamente perguntei (não que eu me preocupasse)  - o que houve? Resposta alguma obtive.  Não por mim, mas pelo tempo que juntos estivemos. Afinal, não fora de todo desprezível o convívio (...) De fato queria saber o motivo que lhe trazia a feição transfigurada. Isso me incomodava. E mais uma vez, sem resposta. Olhava a janela já um tanto fria. Talvez se recuperando da letargia. Na face um punhado de feições sem traduções. Pensando bem, somente a necrofilia de quem não vê graça em um precioso gole de café. Um traço que seja. Já não havia vida.









Nenhum comentário:

Postar um comentário