quinta-feira, 7 de maio de 2015

Da série: músicas que me atormentam






Quem dera eu tivesse o poder da escolha... Mas não! Tal bondade não rola comigo. Ela me persegue. Sim, ela, a música. Traiçoeira, amante, amiga minha. E, enquanto não paro para escrever, regendo o formato aos seus mais ilícitos desejos, não tenho paz. Pois é, o livre arbítrio passa disfarçado perto de mim. Pura exorcização sonora.“I know it's crazy, but it's true”.
“Once in your life you find her” e com essas palavras Christopher Cross inicia e nos instiga a acompanhar a trama, tema integrante (risos) da trilha do filme “Artur o Milionário”, um filme de 1981 - com os talentosíssimos Dudley Moore e Liza Minnelli, impagáveis em suas atuações.
Ouço muito e sempre que possível, canções de amor. Me delicio com as juras e promessas proferidas. Do amor truncado entre o lamento de quem ficou e a culpa em reticencias daquele que foi. Muito mais, tenho por bárbaro, estritamente admirável, a beleza do que venha ser a vivencia a dois. Esse conglomerado de panafenalhas, onde duas partes se tornam um (?) na busca em ajustar peças, além aquelas obtusas no armário do banheiro junto a escova de dente.
Nessa semana não foi diferente. Alvo a ser mirado não havia. Antes fosse por um cara, a quem eu estivesse tentada. Mas não. Me perdi ouvindo e por hábito, apenas me dedicando a prática em amenizar a frieza que permeia o horizonte. O fator entediante de ontem, de hoje e certamente o de amanhã, que reafirmará onde andamos vacilando. A luxuria, ponto compulsivo na era do silício. O ser não é nada sem o ter. Mas eu tenho! Tenho esperança. Acredito que coisas boas estão ai para acontecer em nessa fantástica aventura intitulada: relacionamento (aqui globalizo o termo). Nesse ponto, não posso me queixar. Acho que estou em vantagem. Dizem que a fé remove montanhas. Creio nisso. E me sinto num plano egoístico - lamentando em não poder alterar os fatos que desgastam.

Em meio a todo ocorrido, no mundo vou terapiando o amor incondicional. Exercitando mesmo, pra não cair mumizada no conto de uma atmosfera que nós recriamos, esquecendo que faz bem. Há importãncia em rever os erros, porém, e se possível, não (re)vive-los. Bem, minha parte fiz, tá entregue. “The best that you can do .....”








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