segunda-feira, 17 de dezembro de 2012



Latin boys


Carmita, arriba! Vamote!
Era o que ficava a dizer.
Parecia misteriosa, mas a mulher é o que o homem gosta.
No salão sob luzes neon e o mau cheiro de lembranças frívolas eles dançavam a melodia  cantada num bolero que a deprimida.
Esta noite te quero bem quente, salsa e equivalentes.
O vestido vermelho  fazia enaltecer os seios e o pobre rapaz cheio de desejo e anseios perdidos pelas más companhia a devorava com os olhos em seu desespero.
Ele com força a abraça pela cintura e a faz descer até seu joelho.
Ela sabe o que ele quer, por isso faz pouco caso com sua expressão de mulher.
Não! Olhe sua conduta, diz ao jovem que só pensava em devora-la por inteiro.
Consuelo, sussurra no ouvido de sua companheira.
Como Consuelo? Estas aqui comigo e vem me falar de outra rapariga?
Você entendeu errado. Sou mesmo um salafrário. Se quiser pode partir.
Ontem quem dizia eu ser o amor de sua vida me deixou e partiu em retirada com um homem rico.
Carmita, perdoe-me, nesta hora de fato te desejo. Você é linda com um corpo que faz dilatar os nervos. Não quero que se sinta mais uma em minha vida, preenchendo minha cama vazia, mas quero que saiba que o homem quando ama e ganha sobre a cabeça uma coroa pontuda, acredita que todas as mulheres são putas, desejando do “falo” apenas o dinheiro.

Apertando a nádega carnuda a leva ao banheiro.
Carmita sem negar o tal convite e com uma  cara de estranheza o permite a conhece-la, sentindo seu cheiro de macho sofrido que para muitos um corno desiludido.
Arriba! Carmita. Vamote!



Sandra Freitas
São Paulo, 17 de Dezembro de 2012.




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